O Governo do Estado lançou, nesta terça, dia 2, o projeto Rede Catarinense de Inovação. Serão construídos centros de pesquisa em 10 cidades polo do Estado para abrigar incubadoras de tecnologia, laboratórios de pesquisa, treinamentos, educação profissionalizante ou qualquer outra iniciativa de inovação e tecnologia. "Ali é onde os filhos das pessoas vão encontrar seus empregos ou onde as crianças de hoje se tornarão empresários", explica o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen.
Com a Rede Catarinense de Inovação, o governo quer construir as bases para o crescimento de Santa Catarina. "A gente pode não saber no que o mundo vai se transformar com a tecnologia. Mas nunca podemos ficar neutros ou omissos a essas mudanças aceleradas", reforçou o governador Raimundo Colombo.
Serão investidos R$ 40 milhões para a construção de nove centros de inovação nos municípios de Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Chapecó, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joaçaba e São Bento do Sul. Lages é o décimo município, mas nesta cidade o centro de pesquisa já está em construção.
A solenidade de lançamento do projeto foi no Centro Administrativo do Governo do Estado, em Florianópolis, e teve a presença de prefeitos, reitores de universidades, secretários de Estado e outras autoridades. O prefeito de Chapecó não pode comparecer, mas enviou um representante.
Como serão os centros de pesquisa
As cidades maiores terão prédios de 4,5 mil metros quadrados e as menores, de 2,5 mil metros quadrados. O início da construção das estruturas está previsto para maio. O secretário Paulo Bornhausen afirmou que as licitações devem estar concluídas até o final de abril. Após o início das obras, o prazo para terminar todos os centros de pesquisa é de 18 meses, com as estruturas mais simples ficando prontas em até um ano.
As prefeituras vão doar os terrenos em que o Estado construirá os prédios. E outra instituição do Governo, a Fapesc, vai investir em pesquisas e pode ser parceira para o início de novas empresas incubadas nos centros de inovação. Todos os centros serão construídos dentro de parques tecnológicos dos municípios. A ideia é que as estruturas funcionem como imãs para a atração de empresas maiores e mais consolidadas em busca dessas soluções criativas que serão geradas.
Lages tem uma situação singular. Os recursos já foram repassados e o município conseguiu dar início ao processo de construção do seu centro de pesquisa. A iniciativa, em todos os casos, representa uma união de esforços entre as prefeituras, todas as universidades do sistema Acafe, além da Udesc, e a iniciativa privada.
O objetivo é tornar essas cidades, que já são polos, em dínamos econômicos que puxem o desenvolvimento de todo o Estado, ampliando sua influência para se tornarem referências nacionais e até internacionais.
Durante o período de construção dos centros de inovação - que deve ir até o final do ano que vem - estão sendo selecionados os projetos que vão preencher a área disponível das estruturas. "Podem ser startups, laboratórios de análises de alimentos ou os dois. Qualquer iniciativa inovadora que vá atender as vocações e as ambições de cada uma dessas regiões", explicou o secretário, que emendou: "Com isso, nós estamos absolutamente sintonizados com aquilo que vem acontecendo no mundo e nos países que dão certo".
Inspiração europeia
"As redes de pessoas do processo de inovação já existem, mas agora queremos aproximá-las - iniciativa privada, universidades e poder público - para encontrar soluções integradas", explicou a coordenadora do Inova@SC, Maria Augusta Orofino. O Inova@SC é o programa da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, que está coordenando a Rede de Inovação.
A Capital de Santa Catarina lidera essa transformação da economia catarinense em um processo que já está consolidado. "Hoje as empresas de tecnologia respondem pela maior parte da arrecadação do município", disse o prefeito de Florianópolis, Cesar Souza Junior. A proposta é que essa transformação ocorra em todo o Estado e que a tecnologia e a inovação passe a fazer cada vez mais parte na economia desses municípios.
"Precisamos de novas empresas, novas tecnologias, para conseguirmos grandes saltos de desenvolvimento na economia do Estado", defendeu Bornhausen. De acordo com o secretário, esse é o caminho que Santa Catarina procura trilhar e é para onde os empregos da economia criativa apontam hoje.
Os centros que pesquisa que começam a ser construídos neste ano serão a base para a consolidação dessa rede. Além dos 10 municípios já citados, Tubarão e Concórdia também fazem parte da iniciativa, mas não entraram neste momento no processo. Tubarão porque não se escolheu ainda um terreno para doação onde será construído o centro de inovação. E Concórdia porque ainda não há um polo de tecnologia com os agentes estruturados. "Mas ambos seguem fazendo parte do projeto e vão receber também um centro de inovação assim que conseguiram organizar essas pendências", explica a coordenadora do Inova.
Informações adicionais:
Thiago Santaella
Secretaria de Estado de Comunicação
E-mail:
Telefone: (48) 9145-6761
Ordem de serviço para projeto do Rio Tubarão é assinada
02 de abril de 2013
O secretário do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS), Paulo Bornhausen, assinou, nesta terça-feira, 2, a ordem de serviço para a elaboração do projeto de manutenção, aprofundamento e recuperação da calha do Rio Tubarão. "Esta é mais uma obra que o Governo do Estado faz para minimizar os impactos das enchentes", explicou Bornhausen.
O valor destinado para esta etapa é R$ 1.288.468,56. A previsão de entrega do projeto é dezembro de 2013.
Programa Geração TEC lança turma de Java em Lages
02 de abril de 2013
Jovens e adultos que queiram atuar no setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC) podem se inscrever no Geração TEC, programa desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDS) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc). As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.geracaotec.sc.gov.br/ a partir desta quarta-feira, 3. O curso é gratuito e os interessados têm até 2 de maio para se inscrever.
Para o secretário da SDS, Paulo Bornhausen, o Geração TEC forma profissionais para a nova economia catarinense. "Este programa acende em Santa Catarina o farol da inovação: oferece oportunidades aos jovens catarinenses e atende a demanda do setor de tecnologia com profissionais capacitados para atuarem na nova economia catarinense", avalia.
Nesta etapa em Lages, serão oferecidas 50 vagas para o curso de linguagem de programação Java. A duração prevista é de 360 horas-aula, sendo que 152 horas à distância. As aulas ocorrerão no Laboratório da Fundação Carlos Joffre, de segunda a sexta-feira. Serão 25 vagas para o período vespertino, das 13h às 17h , e 25 vagas para o noturno, das 18h às 22h. Para participar é necessário ter 17 anos ou mais, estar cursando o último ano do ensino médio ou ter concluído, ter conhecimento básico em informática e em lógica de programação e não estar empregado em atividades relacionadas à TIC.
O Geração TEC já formou 2092 jovens e adultos em 12 regiões do Estado desde 2011. Em Lages, 99 pessoas foram capacitadas no último ano. O programa tem a parceria do Instituto Internacional de Inovação (i3), da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e, em Lages, da Fundação Carlos Joffre.